sábado, 28 de fevereiro de 2009

Tecnologia pedagógica: Aprendizado com filmadoras e digitais

Por Beatriz Menezes dos Santos Colaboração para Its
Professores e estudantes da Escola Dom Jaime de Barros Câmara dão o exemplo quando se fala de tecnologia aplicada à melhoria do ensino.Há bastante tempo desenvolvem projetos com o uso de computadores, máquinas digitais e filmadoras, o que culminará na produção de um documentário sobre aspectos e vivências culturais de Ribeirão da Ilha. Esse trabalho, "Ilha Meu Encanto", desperta cada vez mais o gosto dos estudantes pelas disciplinas do currículo e mostra o uso criativo e pedagógico que a escola, pode fazer das tecnologias.Documentar e analisar as práticas culturais da comunidade, antes e depois da vinda dos açorianos, motivou os cerca de 750 alunos da "escola. Mas foram os estudantes do ensino médio que participaram de forma mais direta, explica o professor Rodrigo Nelson Pereira, um dos coordenadores do projeto. As imagens foram" editadas no ambiente interativo da Secretaria da Educação, sob a orientação dos técnicos da Gerência de Tecnologias Educacionais, e estão no
http://praticacultural.nafoto.net/ (Novo)Seguindo a trilha de Naufragados, alunos e professores registraram imagens da Fortaleza Nossa Senhora da Conceição, obra do século 18 na Ilha de Araçatuba. Conheceram a Bateria Marechal Moura, composta por três canhões do século 19 que serviram como defesa do litoral sul da ilha, e visitaram um engenho de farinha de mandioca. Para observar o processo desde a colheita até o fabrico da farinha, também visualizaram a Trilha do Sertão do Ribeirão e a Cachoeira Grande. "Com o passeio, os professores realizaram uma abordagem interdisciplinar, identificando as permanências culturais, apesar de tantos avanços tecnológicos", destaca Pereira.As manifestações culturais permanecem, mas deforma diferente, avalia o professor Rodrigo. Ele cita como exemplo a farinha de mandioca, cujo fabrico desde o século 18 parte do mesmo processo, mas com outra tecnologia. “Todo o trabalho possibilitou aos estudantes um novo olhar sobre os aspectos de seu cotidiano”, ressalta.Aula diferenteA possibilidade de participar de uma aula diferente, aliada a curiosidade de lidar com equipamentos tecnológicos, aproximou o aluno Charles Vitor Bernadet do projeto. Na terceira série do ensino médio e mesmo morando no ribeirão da Ilha, ele nunca tinha ido ao Naufragados. Filmou a trilha e a praia, conversou com os moradores locais e observou que a grande parte da mata Atlântica ainda está preservada. Charles espera que o documentário sirva de exemplo e seja divulgado em todas as escolas de Santa Catarina. “Afinal, a colonização açoriana envolve em grande parte do Estado e não somente a ilha”, enfatiza.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009



O Concurso de Músicas de Carnaval que acontece todos os anos já é uma tradição aquí em Florianópolis. Com a intenção de valorizar e revelar novos talentos, o evento é aberto a compositores que tenham um trabalho inédito nos estilos marcha ou marcha-rancho.
Uma das composições vencedoras deste ano foi:

"TARRAFINHA RASGADA"
Letra e Música: Ary Cândido Martins Filho

Rasguei a tarrafinha do papai, todinha
Correndo atrás da vizinha
Na primeira cabeçada da tainha
Só sobrou a fieirinha

Um dia, a “marvada” me chamou
Pediu que eu fosse lhe ajudar
Me provocando com aquela abundância
Agarrei, não pude controlar

O vizinho percebendo a “malinagem”
Agora só pensa em vingança
Foi na polícia e falou que sou tarado
Perdi a tarrafa e fiquei todo arrombado

O abobado quer me processar agora
Vou conversar com o Doutor
Um “adevogado” pra livrar a minha cara
Só por causa desse “istepô”

“Vai pro mato pra ver se o urubu te pinica, miseravi”

sábado, 14 de fevereiro de 2009

INGLESES DO RIO VERMELHO - O LUGAR E A GENTE

A cultura vêm sendo um dos temas que mais tem sido estudado nas ciências humanas e sociais. Sua aplicação na educação é cada vez mais consistente, principalmente, por que faz parte do pressuposto que os valores são guias do comportamento humano, sendo capaz de indicar a melhor conduta para viver em sociedade ou grupos.Tal cultura, muitas vezes esquecida pela própria comunidade. De um modo geral, importante dar sentido e visibilidade as nossas raízes, sobretudo valorizando O lugar e a nossa Gente.
O livro “Ingleses do Rio Vermelho – o lugar e a gente” de Augusto César Zeferino reúne uma coletânea de informações preciosas, pois traz análise Geográfica, Histórica, Cultural e Ambiental de uma comunidade localizada no Norte da Ilha de Santa Catarina – Ingleses do Rio Vermelho, mais conhecida como Praia dos Ingleses. Inclui também um dossiê fotográfico colorido de 60 páginas, além de desenhos e imagens em preto e branco ao longo do texto. Com 252 páginas. Utiliza textos Técnicos conceituais, contos curtos ( Short Stories), poesias, documentos e entrevistas. O autor na verdade, universaliza o lugar, tornando o conjunto do texto, salvo suas particularidades locais, uma contribuição a História de vida do lugar, servindo, portanto para interpretar a vida de qualquer lugar deste imenso Brasil.
Augusto César Zeferino é natural de Ingleses do Rio Vermelho, Florianópolis/SC. Tem formação acadêmica em Geografia (UFSC), Mestrado em Geografia Urbana e é PHD em Planejamento Urbano e Regional pela University of Wisconsin-Milwaukee, USAAtualmente é o Primeiro Vice-Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina - IHGSC, e publicou dois livros sobre os caminhos e as trilhas da ilha de Santa Catarina, além de outras publicações.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A memória poética do povo açoriano, através da música

Um Grupo de artistas de Florianópolis leva a cultura açoriana aos bairros da Capital e cidades do Estado de Santa Catarina por meio da música.“Resgatar a memória poética do povo açoriano, através da música”. A idéia é do grupo musical Gente da Terra que há mais de quinze anos traz o cotidiano do Ilhéu para dentro de suas composições. Agora o Grupo faz o caminho inverso, leva sua música para o cotidiano do Ilhéu com um show que mistura ritmos brasileiros à batida do boi-de-mamão, tudo em homenagem ao modo de viver e sobreviver do manezinho.
Embora despretensiosa de aparecer, a música do grupo Gente da Terra sempre esteve presente em encontros regionais, festivais de música e outras atividades culturais.Assim o Gente da Terra está fazendo sua caminhada musical pelos quatro cantos da Ilha e cidades vizinhas, levando cultura açoriana para quem quiser ouvir e, mais do que isso, sendo reconhecido e aplaudido nas localidades onde chega.“Resgatando a memória poética do povo açoriano, através da música”.Possibilidades pedagógicasReconhecer a música como produto cultural e histórico, observando no contexto os seguintes conteúdos destacados pelos Parâmetros Curriculares Nacionais.Músicos como agentes sociais: vidas, épocas e produções.A música e sua importância na sociedade e na vida dos indivíduos. Os sons ambientais, naturais e outros, de diferentes épocas e lugares, e sua influência na música e na vida das pessoas.

Abordagens Interdisciplinares:
Língua Portuguesa:
O relato como documentação e memorização de ações humanas: os dados que localizam a experiência vivida tanto no tempo quanto no espaço.
Arte:
Arte visual: ilustração como possibilidade de concretização das características de espaços e tempos distantes: escolha de cores, tonalidade, técnica e textura.
História:
Localização de fatos ocorridos, na linha do tempo.- mudanças e permanências no tempo.
Geografia:
Semelhanças e diferenças no espaço geográfico Açoriano de anos atrás e de hoje, bem como semelhanças e diferenças entre ele e o brasileiro: clima, vegetação, topografia, organização urbana...
Ciências:
A importância do desenvolvimento científico para a melhoria da vida: “Em uma época de muitas epidemias e poucos remédios, era grande o número de crianças que não chegavam à vida adulta.”Fonte:
http://www.aticaeducacional.com.br/htdocs/secoes/ficha.aspx?cod=369

Grupo Gente da Terra
Minha Ilha

Sérgio Murilo dos Santos

Minha Ilha, continuas linda
Te amo, e sabes que a ti não posso negar,
Tens as praias mais lindas e o luar ainda...
Tua gente te ama, verás ao cantar...
Olha ilha, no teu mar, a vela
Que te encanta e que canta com os cantos do mar,
E nas noites mais lindas a lua mais bela
Prateando as praias que lindo luar
E hoje vamos tocar
Nas cordas de um violão
Traga um lindo luar
Ouça a nossa canção
Vamos todos cantar
Espantar a solidão
Ilha do meu coração
Ilha do meu coração
Quem se foi dessa terra embora
Não esquece de ti, vive na solidão
Te carrega no peito esse mundo afora
E um dia ainda volta a pisar nesse chão

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Ventos fortes

Aproxima o Carnaval e os Ventos da Ilha do Sul relembra essa maravilhosa marchinha de Ary Cândido Martins Filho e Paulo Roberto de Oliveira.

DESTERRO
A forma do teu relevo, limitada pelo céu e pelo mar
Lindos contornos que te deu a natureza, põem-me sempre a sonhar
Refrão: Oh! Ilha do meu amor, tuas praias são encantos
Dos poetas és Desterro, tu inspiras o meu canto
Oh! Ilha da magia, das benzedeiras e das ervas
Revigoras meus sentidos, longe de ti vivo perdido
Lagoinhas e Saquinhos, Ribeirões ensolarados
Naufragados do Açores, Sambaquis dos desalmados
Santo Antônio representa os Santinhos que são tantos
Solidão de uma Tapera entre Fortes pelos Cantos
Das mulheres que amei, Joaquinas, Danielas;
Conceição é a mais formosa, a mais linda, saborosa
Faz descrente crer em tudo, faz o crente duvidar
Das histórias de mistérios que povoam esse mar
Armações, Morros das Pedras, Moçambiques dos meus prantos
Canas, Moles, Jurerês, Cacupés, Campeches francos
Percorrendo os quatro cantos, desta terra abençoada
Sinto-me num paraíso nessa ilha encantada

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Ventos da ilha do sul


FERNANDO MENDES
Prece Ao Vento
Vento que balança as palhas do coqueiro
Vento que encrespa as ondas do mar
Vento que assanha os cabelos da morena
Me trás notícia de lá

Vento que assovia no telhado
Chamando para a lua espiar
Vento que na beira lá da praia
Escutava o meu amor a cantar

Hoje estou sozinho e tu também
Triste, mas lembrando do meu bem
Vento diga, por favor,
Aonde se escondeu o meu amor
Vento diga, por favor,
Aonde se escondeu o meu amor

Vento que balança as palhas do coqueiro
Vento que encrespa as ondas do mar
Vento que assanha os cabelos da morena
Me trás notícia de lá

Vento que assovia no telhado
Chamando para a lua espiar
Vento que na beira lá da praia
Escutava o meu amor a cantar

Hoje estou sozinho e tu também
Triste mas lembrando do meu bem

Vento diga, por favor,
Aonde se escondeu o meu amor
Vento diga, por favor,
Aonde se escondeu o meu amor

Vento diga, por favor,
Aonde se escondeu o meu amor
Vento diga, por favor,
Aonde se escondeu o meu amor

Uma terra de contrastes, onde a agitação da vida moderna convive com a placidez das comunidades do interior. Assim é a Ilha de Santa Catarina, deliciosa fatia do paraíso com 523 km² de verdes encostas, lagoas e 42 praias. Nela fica Florianópolis, capital habitada por 280 mil privilegiados, um dos principais destinos turísticos do Brasil e opção de residência para quem busca qualidade de vida.
O espírito açoriano, herdado dos imigrantes que povoaram a região há 250 anos, personaliza a ilha. Os barcos de pesca, as rendeiras, o folclore, a culinária e a arquitetura colonial qualificam o turismo e atraem recursos que compensam a falta de indústrias de porte. Vilarejos envoltos em tradição e história, como Santo Antônio de Lisboa e Ribeirão da Ilha, resistem aos avanços da modernidade.
As praias do norte têm águas calmas e boa infra-estrutura turística. Jurerê, Canasvieiras e Ingleses são as mais procuradas, principalmente por argentinos. No leste, ficam a Lagoa da Conceição e as praias da Joaquina, Mole e Barra da Lagoa, redutos de gente jovem onde os esportes radicais dão o tom. O sul é mais agreste, e praias como Armação e Pântano do Sul atraem por sua tranqüilidade, barcos coloridos e redes de pesca.
No continente, ficam alguns bairros e os municípios da Grande Florianópolis: São José e Palhoça ao sul, Baguaçu e Governador Celso Ramos ao norte. Além de sediar indústrias, estas localidades possuem encantos como a Ilha de Anhatomirim com sua imponente fortaleza, e a Praia da Guarda do Embaú.
Fonte: http://www.sc.gov.br/conteudo/santacatarina/turismo/contrastes/ilhamagia.html